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  BATALHA PELO CONTEÚDO - MOVIMENTO NEO-REALISTA PORTUGUÊS
  Exposição Permanente
  Curadoria: David Santos e António Mota Redol



Pela sua importância no programa inaugural do Museu do Neo-Realismo, Batalha pelo Conteúdo – movimento neo-realista português ocupa a totalidade dos pisos 2 e 3 do novo edifício, estando a sua centralidade museológica necessariamente relacionada com a apresentação do movimento neo-realista português nas suas diversas áreas de intervenção disciplinar: literatura, artes plásticas, música, teatro e cinema.

A colecção museológica seleccionada integra um vasto conjunto de documentos que sublinham não só a relevância cultural do neo-realismo em Portugal, como algumas das suas possíveis leituras no contexto internacional. Desde primeiras edições das obras literárias fundamentais a fotografias de escritores e intelectuais com elas relacionados, passando por originais manuscritos, o visionamento telemático de informação detalhada, e ainda grandes reproduções de primeiras páginas dos principais títulos e da imprensa afecta ao neo-realismo, esta mostra procura desenvolver um ambiente de consciencialização e reconhecimento crítico sobre o valor do movimento, bem como do seu contributo para a história e a cultura portuguesa de Novecentos. Nesse sentido, é dado o destaque necessário ao contexto histórico-social da época, considerada sobretudo entre os anos 30 e meados da década de 70, acentuando dessa forma uma relação com os momentos essenciais do regime político do Estado Novo, período no qual o movimento do Neo-Realismo se afirmou e consolidou como expressão de uma perspectiva cultural e política oposicionista.

Mais do que substituir a exposição permanente Entre a Realidade e a Utopia – o movimento neo-realista (patente entre 1993 e 2006) que ocupou parte significativa do último piso das instalações provisórias do antigo edifício do MNR, na Rua José Dias da Silva, também em Vila Franca de Xira, esta nova exposição pretende afirmar-se com autonomia e amplitude científica no contexto de uma nova cultura de comunicação museográfica, recorrendo a um equilíbrio de apresentação de documentos reais e suas reproduções, desenhando um percurso atractivo que apela a um mais nítido reconhecimento das características gerais do movimento, envolvendo dessa forma as novas tecnologias da imagem e ainda uma significativa preocupação didáctica e pedagógica baseada num forte envolvimento cinestésico proporcionado aos visitantes.

A exposição está dividida por épocas cronológicas de afirmação do movimento literário neo-realista, aparecendo ainda um conjunto complementar de áreas temáticas autónomas: três no piso 2 (censura, música e artes plásticas) e duas no piso 3 (cinema e teatro).

Texto do coordenador do Museu do Neo-Realismo
David Santos

Texto dos curadores
David Santos e António Mota Redol


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