Passar para o Conteúdo Principal

logotipo Museu Neorealismo

Álvaro Cunhal

[N. Coimbra, 1913 – M. Lisboa, 2005]

imagemPolítico. Escritor. Artista plástico.

Licenciado em Direito na Universidade de Lisboa.

Iniciando muito novo a actividade política, filiou-se no PCP em 1931, pertencendo à Liga dos Amigos da URSS e ao Socorro Vermelho Internacional.
Preso pela primeira vez em 1937, foi de novo preso em 1940, entrando na clandestinidade em final do ano seguinte. Com um papel determinante na reorganização do PCP e, de novo preso em 1949, apenas foi eleito Secretário-Geral em 1961, após a Fuga de Peniche.
Colaborou no jornal O Diabo e, com o pseudónimo de António Vale, assinou um artigo na Vértice, tomando na designada “polémica interna do Neo-Realismo”, sobre a função da arte.
Participou nos Passeios no Tejo nos anos 40.
Escreveu vários textos de ficção na clandestinidade, dos quais publicou primeiro o romance Até Amanhã Camaradas, com o pseudónimo de Manuel Tiago, gerando polémica quanto à identidade do autor, que muitos pensaram ser algum dos conhecidos escritores neo-realistas.

Obras (incluindo as de índole marcadamente partidário):

Ficção: Até Amanhã Camaradas (romance), 1947;
Cinco Dias, Cinco Noites (conto), 1975;
A Estrela de Seis Pontas (romance), 1994;
A Casa de Eulália (romance), 1997;
Fronteiras, 1998;
Um Risco na Areia, 2000;
Sala 3 e Outros Contos, 2001;
Os Corrécios e Outros Contos, 2002;
Lutas e Vidas: Um Conto, 2003;
Ensaio: Les Luttes de Classe au Portugal à La Fin du Moyen Age, 1967;
A Questão Agrária em Portugal (edição brasileira) 1968;
A Arte, O Artista e a Sociedade, 1996;
O Aborto, 1997;
Artes Plásticas: Desenhos de Prisão/I Série 1975, II Série 1989