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Arsénio Mota

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25 Abr 2021

Arsénio Mota

Arsénio Mota nasceu em Bustos, Oliveira do Bairro, em 25 de Abril de 1930.

Depois de experimentar diversas profissões emigrou para Caracas, Venezuela (1956-1959), onde trabalhou como redator no semanário Ecos de Portugal e em programas de Rádio. Foi jornalista no Jornal de Notícias, Porto, tendo abandonado a profissão para se consagrar à tradução e edição de livros. Algumas das suas edições (Razão Actual) foram proibidas e apreendidas. Regressou ao jornalismo profissional depois do 25 de Abril, ainda no Jornal de Notícias, até atingir a idade da aposentação.

Em junho de 1966 foi preso e torturado pela PIDE, que o libertou decorridos três meses.

Usou o pseudónimo “Arsénio de Bustos” em obras de poesia, além de outros adotados na imprensa periódica. Publica, desde 1955, obras de poesia, ficção, crónica-ficção, estudos e ensaios, algumas das quais distinguidas por júris de prémios literários. Organizou antologias e tem colaborado em diversas obras de vários autores. Textos de sua autoria figuram em manuais escolares ou foram traduzidos para outras línguas.

Tem abundante colaboração dispersa por jornais e revistas. As suas atividades culturais incluem muitas palestras e conferências. Dirigiu ou codirigiu diversos suplementos literário-culturais e revistas desde 1961, entre outras ações.

Presidiu à Direção da Associação de Jornalistas e Escritores da Bairrada (AJEB; sede em Anadia) desde o início (janeiro, 1990 e até 1997), tendo sido o seu fundador e principal animador. Foi dirigente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), da qual é cooperante, e da Secção Portuguesa do IBBY, nomeadamente, e é sócio da Associação Portuguesa de Escritores.

 

Arsénio Mota_2 HumanidadeCombustivel, crítica jornalistica de Arsénio Mota no Jornal de Notícias,visida pela sensura,1962

“Humanidade Combustível”, crítica jornalística de Arsénio Mota no Jornal de Notícias, visada pela censura,1962.

 

Arsénio Mota_3 AM Orador em homenagem publica a Ferreira de Castro Guimaraes Abril 1971

Arsénio Mota orador em homenagem pública a Ferreira de Castro, Guimarães, abril 1971.


O Museu do Neo-Realismo dedicou-lhe uma exposição biobibliográfica intitulada Arsénio Mota, Uma Vida Como Obra. A exposição, que teve curadoria de António Gomes Marques, esteve patente entre 1 de novembro de 2014 e 22 de fevereiro de 2015.

 

Arsénio Mota_4 António Joaquim - [Retrato de Arsénio Mota] por António Joaquim, 1988, Coleção MNR

Retrato de Arsénio Mota por António Joaquim, 1988, Coleção MNR.

 

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Imagem da exposição Arsénio Mota, uma vida como obra, Museu do Neo-Realismo, 2014/2015.


Fonte: adaptado da biografia de Arsénio Mota do catálogo da exposição Arsénio Mota, uma vida como obra, Museu do Neo-Realismo, 2014/15.