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Octávio Pato

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01 Abr 2021

96 anos sobre o seu nascimento

Octávio Pato nasceu em Vila Franca de Xira a 1 de abril de 1925.

O histórico dirigente comunista e combatente antifascista, ligou-se ao PCP muito jovem. Com apenas 15 anos entrou para a Federação da Juventude Comunista Portuguesa. Em 1940 integrou o Comité Local de Vila Franca de Xira e o Comité Regional do Baixo Ribatejo. Participou ativamente nas greves de maio de 1944. Foi membro fundador do MUD juvenil -Movimento de Unidade Democrática - e da Direção da Organização Regional de Lisboa do PCP. Em 1951 tornou-se membro efetivo do Comité Central.

Perseguido pela PIDE, é forçado a entrar na clandestinidade, mas é preso em 1961 e condenado a 8 anos e meio de cadeia, período durante o qual foi barbaramente espancado e torturado. É libertado em 1970 e regressa de novo à clandestinidade. Entra então para o Secretariado e Comissão Executiva do Partido Comunista, ficando a seu cargo, entre outras áreas, a redação do jornal Avante.

Após o 25 de Abril foi deputado e presidente do Grupo parlamentar do PCP na Assembleia Constituinte, candidato à Presidência da República em 1976 e deputado à Assembleia da República. No PCP foi membro da Comissão Central de Controlo e Quadros de 1988 a 1992, membro da Comissão Política de 1974 a 1988 e do Secretariado do Comité Central de 1974 até ao seu falecimento.

Faleceu em Lisboa em 19 de Fevereiro de 1999.


A vida do núcleo familiar de Octávio Pato inspirou o filme/documentário Luz Obscura de Susana Sousa Dias, que foi exibido no Museu do Neo-Realismo em 2018, no âmbito do “Ciclo de Cinema Realismos Contemporâneos”, e contou com a presença da realizadora e dos filhos Álvaro Pato e Rui Pato.

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“Partindo de fotografias da polícia política portuguesa (1926-1974), Luz Obscura procura revelar como um sistema autoritário opera na intimidade familiar, fazendo emergir, simultaneamente, zonas de recalcamento atuantes no presente. Centra-se no núcleo familiar do antigo resistente Octávio Pato e na ação da PIDE sobre a sua família, constituindo um valioso contributo para a compreensão da história do Estado Novo.”

Fonte: https://www.facebook.com/FascismoNuncaMais