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FORJA de Alves Redol

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15 a 23 Jun 2018

Centro Cultural do Cartaxo

No próximo dia 15 de junho a Área de Serviço estreia no Centro Cultural do Cartaxo a peça FORJA de Alves Redol, com encenação de Frederico Corado.

  • Datas

ESTREIA A 15 de JUNHO - às 21.30h
Dias 15, 16 e 22 e 23 de Junho às 21.30
Dias 17 de Junho às 16.00

 

“Forja”, é o regresso da Área de Serviço aos grandes textos do teatro português!

Depois de “Crime de Aldeia Velha” de Bernardo Santareno e “Mar” de Miguel Torga, a Área de Serviço continua a levar à cena grandes textos de grandes autores nacionais, desta vez “Forja” de Alves Redol, autor, entre outros, dos romances “Gaibéus”, “Marés”, “Avieiros” , “Porto Manso”, “Os Homens e as Sombras”, “Cavalo Espantado” ou “Barranco de Cegos”.

“Forja” de 1948 foi proibido pela censura e só foi levado à cena em Portugal cerca de vinte e um anos mais tarde, no Teatro Laura Alves, com encenação de Jorge Listopad.

Este espetáculo encenado por Frederico Corado, que encenou também as anteriores produções da Área de Serviço no Centro Cultural do Cartaxo, é uma história sobre os Malafaia que vivem para a forja e pela palavra do pai, um retrato da vida de um certo tempo onde cada um esconde as suas verdades e as suas ambições nunca se dando a conhecer por completo aqueles que lhe são mais importantes.

No longo Prefácio que, em Abril de 1966, Alves Redol escreveu para a edição do volume Teatro I (que incluía as peças “Forja” e “Maria Emília”) o autor explica o profundo significado social e político desse magnífico texto: “A forja desta tragédia é Hiroxima, tão distante e tão perto de cada um de nós. Nela arderam homens como meus tios se queimaram em pequena forja de ferreiro, todos sacrificados à mesma mão incendiária que os devorou.”

O elenco será composto pelo elenco residente da Área de Serviço e por algumas caras novas.

Frederico Corado propõe com esta “Forja” um drama de uma época e de um tempo que vai com toda a certeza marcar os espectadores.

Sinopse
Os Malafaia vivem para a forja e pela palavra do pai. O retrato da vida de um certo tempo onde cada um esconde as suas verdades e as suas ambições nunca se dando a conhecer por completo aqueles que lhe são mais importantes.

Uma História de “Forja”
A primeira tentativa de montagem da peça de Alves Redol, “Forja”, escrita em 1947, partiu do actor e encenador Rogério Paulo que, juntamente com um grupo de grandes nomes do nosso teatro, tentou encenar o texto, em 1960, no palco do então Teatro Avenida. Intenção que a censura frustrou. A estreia desta tragédia do autor de “Fanga” viria a ter lugar por um grupo de amadores do Buzi (Moçambique), dirigidos por Salvador Rego o qual, em 1965, a apresentou no Festival de Teatro de Manica e Sofala.
Anos mais tarde, em 1969, com estreia no Teatro Laura Alves, passando depois em 1971 para o Teatro Villaret numa produção de Vasco Morgado, encenação de Jorge Listopad, cenários e figurinos de João Vieira, com as interpretações de Jacinto Ramos (Pai), Carmem Dolores (Mãe), António Montez (António), Sinde Filipe (João), Luís António (Miguel), Alexandre Careto (Luís), Maria Margarida (Vizinha), Manuela Freitas (Morte), Norberto de Sousa.
“O acesso aos arquivos da Pide permitem confirmar que Vasco Morgado foi pressionado, ameaçado e depois censurado pelos agentes da Pide que supervisionavam os espectáculos e que, devido a essas pressões, teve que realizar a estreia da peça com cedências que na altura foram apontadas como desrespeitosas para com a memória do escritor de Vila Franca de Xira, que acabou por morrer poucos dias antes da estreia da peça. O episódio dessa noite tem várias versões. A única que coincide em todos os testemunhos é a de que Vasco Morgado, ao colocar no texto do programa do espectáculo “Obrigado Marcelo Caetano”, estava a dar conta da abertura do regime para a representação de peças de teatro que estavam proibidas, e a tentar assim abrir caminho para outros escritores como Bernardo Santareno, Romeu Correia e Luís Francisco Rebelo, entre muitos outros.”*1
“Forja” voltou a ser representado mais tarde, pelo Grupo Cénico da Sociedade Operária de Instrução e Recreio "Joaquim António d' Aguiar" em Torres Vedras (1970) com encenação de Manuel Peres, pelo Grupo Cénico da Sociedade de Instrução Tavaredense (1972), na Sede da Sociedade Dramática de Carnide – Carnide (1973), pelo Teatro Ensaio do Barreiro (1986) com encenação de Graciano Simões, pelo Teatro Experimental de Mortágua (1987), pelo Grupo de Teatro Esteiros (1994) e pelo Teatro-Oficina Fonseca Moreira (1999) com encenação de Fernando Maia.

Com Mário Júlio, Sara Xavier, Carlos Ramos, Carolina Seia, Gabriel Silva, Richard Tomás, Tomás Formiga, Mónica Coelho, Rosário Narciso, João Paulo, Amélia Figueiredo, Rui Manel, Rita Camacho, Beatriz Dinis, Inês Barreiro, Pedro Neves, Lara Canteiro, João Cruz, Jeanine Steuve e o Grupo Coral Os Alentejanos no Cartaxo

Encenação: Frederico Corado | Texto: Alves Redol | Concepção Cenográfica: Carlos Ouro e Frederico Corado | Execução Cenográfica : Mário Júlio com a colaboração de Carlos Ouro, Rosário Narciso Rui Manel e Carlos Ramos | Produção da Área de Serviço : Frederico Corado, Vânia Calado e Mário Júlio com a assistência de Florbela Silva e Carolina Seia Viana | Assistente de Encenação e Dramatugia: Vânia Calado | Direcção de Cena: Mário Júlio | Apoio: Rui Manel, Beatriz Lamarosa e Inês Barreiro |Técnica: Miguel Sena | Desenho de Luz: Bruno Santos | Montagem: Mário Júlio | Uma Produção da Área de Serviço com o Centro Cultural do Cartaxo e Câmara Municipal do Cartaxo

Apoios: Casa das Peles | J.M.Fernandes - Vidreira e Alumínio | Negócio de Família | Tejo Rádio Jornal | Revista Dada | Jornal de Cá | Valor Local | Guia dos Teatros | Velharias Quinta do Lobo

 

  • Área de Serviço

Projecto de criação artística sediado no Cartaxo com direcção artística de Frederico Corado.
geral.areadeservico@gmail.com

Fundada a 25 de Abril de 2012, a Área de Serviço, Associação de Criação Artística do Cartaxo, tem como objectivo principal a inserção da comunidade (tanto civil, como empresarial) do Cartaxo na experiência artística e a ainda criar e dotar o Cartaxo de bases para a criação artística.