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O Diabo

imagemSemanário de crítica literária e artística, veio a lume em Lisboa no dia 2 de Junho de 1935 – data do número espécime – e foi encerrado pela censura salazarista, após a publicação do nº 326, de 21.12.1940. Foi sucessivamente dirigido por Artur Inês, João Antunes de Carvalho (59/62), Ferreira de Castro (63/72), Rodrigues Lapa (73/140), Brás Burity (141/159), Adolfo Barbosa (160/236), Guilherme Morgado (237/274) e Campos Lima (275/326). No número espécime, justifica-se o título escolhido: “No Diabo dos Cristãos o que nos agrada, o que fascina o nosso temperamento moço e rebelde às ideias feitas e mumificadas em séculos de escravidão mental e social é aquele esplêndido e desembaraçado arreganho não conformista que o levou – soberbo Demónio! – à Insurreição contra o parlamento dos anjos… E porque somos inconformistas pretendemos, por isso, ajudar à salvação das almas dentro das nossas possibilidades modestas, mas bem intencionadas. Satanás que nos perdoe a invocação do seu nome honrado”. Depois da crise editorial de 1937, um grupo de neo-realistas toma os destinos da publicação, incutindo-lhe uma mais nítida inspiração marxista, até ao seu encerramento compulsivo por ordem do Estado Novo