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Museu Neo-Realismo
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Acervo
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Espólios Literários
- Alexandre Cabral
Alexandre Cabral
[Lisboa, 1917 – Lisboa, 1996]
De seu verdadeiro nome José dos Santos Cabral, frequentou o Instituto Profissional dos Pupilos do Exército, mas por vontade própria empregou-se aos quinze anos, exercendo várias profissões, chegando mesmo a emigrar para o ex-Congo Belga. Regressado a Portugal passados alguns anos, foi redator de uma agência noticiosa e esteve ligado à indústria farmacêutica e à publicidade, ao mesmo tempo que frequentava a Faculdade de Letras de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas.
Ligado à corrente literária neorrealista, em cuja estética se enquadram naturalmente os seus romances, novelas e contos, acabou por se especializar como grande e profundo conhecedor da obra de Camilo Castelo Branco, a quem dedicou, na anotação, fixação de textos e recolha de vastíssima correspondência e polémicas literárias, dezenas e dezenas de anos de permanente estudo e investigação.
Na verdade, a sua atenta dedicação como estudioso e investigador da obra camiliana culminou na elaboração de um importante Dicionário de Camilo, que o impõe como dos maiores e mais competentes especialistas da vastíssima obra do autor de Novelas do Minho.
Além de regular colaboração em revistas e jornais, fez parte dos corpos diretivos de importantes instituições ligadas à política ou à cultura, tendo sido elemento preponderante na formação da Sociedade Portuguesa de Escritores, a cuja primeira direção pertenceu, presidida por Aquilino Ribeiro.
Dedicou-se também a constante atividade de tradutor literário, sendo de destacar o trabalho feito na divulgação em português de obras, entre outros, de Roger Martin du Gard, Anatole France, Claude Roy, Jaroslav Hasek, Mikail Sadoveanu. Prefaciou ainda obras de vários escritores portugueses e tem colaboração dispersa em livros de homenagem ou de intervenção política e cultural, com depoimentos literários de relevante importância. Nos seus primeiros romances usou o pseudónimo Z. Larbak.
Obras
Cinzas da Nossa Alma, 1937.
Parque Mayer em Chamas, 1937.
Contos Sombrios, 1938.
Ferreira de Castro: O Seu Drama e a Sua Obra, 1940.
O Sol Nascerá um Dia, 1942.
Contos da Europa e da África, 1947.
Fonte da Telha, 1949.
Terra Quente, 1953.
Malta Brava, 1955.
Histórias do Zaire, 1956.
Margem, 1961.
Memórias de um Resistente, 1970.
Estudos Camilianos, 1978.
Escritos Diversos de Camilo Castelo Branco (Vários), 1979.
Camilo Castelo Branco: Roteiro Dramático de um Profissional das Letras, 1980, 1995.
Polémicas de Camilo Castelo Branco (antologia), 1981.
Dicionário de Camilo Castelo Branco, 1988, 2003.
Prémios à Obra
Prémio Jacinto do Prado Coelho, 1989 (Dicionário de Camilo Castelo Branco).
Fonte: Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas
De seu verdadeiro nome José dos Santos Cabral, frequentou o Instituto Profissional dos Pupilos do Exército, mas por vontade própria empregou-se aos quinze anos, exercendo várias profissões, chegando mesmo a emigrar para o ex-Congo Belga. Regressado a Portugal passados alguns anos, foi redator de uma agência noticiosa e esteve ligado à indústria farmacêutica e à publicidade, ao mesmo tempo que frequentava a Faculdade de Letras de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas.
Ligado à corrente literária neorrealista, em cuja estética se enquadram naturalmente os seus romances, novelas e contos, acabou por se especializar como grande e profundo conhecedor da obra de Camilo Castelo Branco, a quem dedicou, na anotação, fixação de textos e recolha de vastíssima correspondência e polémicas literárias, dezenas e dezenas de anos de permanente estudo e investigação.
Na verdade, a sua atenta dedicação como estudioso e investigador da obra camiliana culminou na elaboração de um importante Dicionário de Camilo, que o impõe como dos maiores e mais competentes especialistas da vastíssima obra do autor de Novelas do Minho.
Além de regular colaboração em revistas e jornais, fez parte dos corpos diretivos de importantes instituições ligadas à política ou à cultura, tendo sido elemento preponderante na formação da Sociedade Portuguesa de Escritores, a cuja primeira direção pertenceu, presidida por Aquilino Ribeiro.
Dedicou-se também a constante atividade de tradutor literário, sendo de destacar o trabalho feito na divulgação em português de obras, entre outros, de Roger Martin du Gard, Anatole France, Claude Roy, Jaroslav Hasek, Mikail Sadoveanu. Prefaciou ainda obras de vários escritores portugueses e tem colaboração dispersa em livros de homenagem ou de intervenção política e cultural, com depoimentos literários de relevante importância. Nos seus primeiros romances usou o pseudónimo Z. Larbak.
Obras
Cinzas da Nossa Alma, 1937.
Parque Mayer em Chamas, 1937.
Contos Sombrios, 1938.
Ferreira de Castro: O Seu Drama e a Sua Obra, 1940.
O Sol Nascerá um Dia, 1942.
Contos da Europa e da África, 1947.
Fonte da Telha, 1949.
Terra Quente, 1953.
Malta Brava, 1955.
Histórias do Zaire, 1956.
Margem, 1961.
Memórias de um Resistente, 1970.
Estudos Camilianos, 1978.
Escritos Diversos de Camilo Castelo Branco (Vários), 1979.
Camilo Castelo Branco: Roteiro Dramático de um Profissional das Letras, 1980, 1995.
Polémicas de Camilo Castelo Branco (antologia), 1981.
Dicionário de Camilo Castelo Branco, 1988, 2003.
Prémios à Obra
Prémio Jacinto do Prado Coelho, 1989 (Dicionário de Camilo Castelo Branco).
Fonte: Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas

