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Álvaro Feijó

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[Viana do Castelo, 1916 – Coimbra, 1941]
Poeta.
De seu nome completo Álvaro de Castro e Sousa Correia Feijó, iniciou os seus estudos no colégio dos Jesuítas de A Guarda. Oriundo de uma velha família do norte do país, foi educado nos severos princípios aristocráticos. Em Coimbra, para onde foi frequentar a Faculdade de Direito, conseguiu ultrapassar o confessionalismo poético de recorte romântico de António Nobre, Guerra Junqueiro e António Feijó, seu tio-avô, inclinando-se para um humanismo prático e direto que tanta importância teve na formação mental da geração literária a que pertenceu, sobre a qual os acontecimentos históricos atuaram decisivamente: fascismos europeus e Guerra Civil de Espanha.
A sua poesia permanece todavia fiel à disciplina dos mestres portugueses da segunda metade do século XIX, mesmo quando envereda pela expressão livre da poesia moderna e desmancha as fórmulas tradicionais. Publicou em vida um único livro de versos, Corsário, 1940, além de colaborar esporadicamente no semanário O Diabo.
A sua originalidade e a inversão formal que operou nas suas produções colocaram-no desde logo no âmbito do grupo coimbrão do Novo Cancioneiro, que lhe dedicou um volume que compreendia a reedição integral do Corsário, toda a produção que se destinava a um futuro livro deixado incompleto (Diário de Bordo) e uma escolha dos seus primeiros versos, sob o título Os Poemas de Álvaro Feijó, 1941. Considerado, portanto, um dos inequívocos pioneiros do neorrealismo poético por Joaquim Namorado, Carlos de Oliveira e João José Cochofel, seus contemporâneos.
Obras
Corsário, 1940.
Os poemas de Álvaro Feijó, 1941, 2005.
Fonte: Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.