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Acervo
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Espólios Literários
- Arquimides da Silva Santos
Arquimides da Silva Santos
[Póvoa de Santa Iria, 1921]
Poeta.
Médico especializado em Pedopsiquiatria desde 1959, foi bolseiro do governo francês nas áreas da Pedopsiquiatria e da Psicopedagogia na Universidade de Salpêtrière e na Sorbonne. Foi assistente estagiário da Faculdade de Medicina de Paris onde obteve o diploma em Neuropsiquiatria Infantil.
Interessado desde cedo pelos fenómenos artísticos, promoveu a introdução da Arte na educação, integrando o Grupo de Trabalho Ministerial que elaborou, em 1978-79, o projeto do Plano Nacional de Educação Artística. Foi assistente do Centro de Investigação Pedagógica do Instituto Gulbenkian de Ciência, fundação onde ministrou um curso de Psicopedagogia da Expressão Artística, no Centro Artístico Infantil do Acarte, professor de Psicopedagogia na Escola de Educação pela Arte do Conservatório Nacional, professor-coordenador na Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa.
Ligado aos grupos neorrealistas de Vila Franca (1938-41) e de Coimbra (1941-49), colaborou em algumas publicações que definiram o tom do movimento neorrealista, como O Diabo, Sol Nascente e Vértice. É numa coleção lançada por esta última revista que virá a ser integrado o seu primeiro livro de poemas, Voz Velada. Cantos Cativos colige uma seleção da sua poesia produzida entre 1938 e 1958.
Embora tematicamente e na sua configuração formal fiel às grandes linhas do neorrealismo, a poesia de Arquimedes da Silva Santos não deixa de percutir uma nota vincadamente pessoal, seja pelo modo naturalista, liberto, em «fúria de fauno», como nela se afirma a vivência do amor, seja num certo fascínio que revela pela experimentação a nível da linguagem, ou ainda por refletir uma consciência atormentada pela dúvida ou pelo desânimo.
Colaborou também nas revistas Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes, entre outras. Enquanto diretor do TEUC (Teatro Experimental da Universidade de Coimbra), traduziu O Grande Teatro do Mundo, de Calderón, e Sapateira Prodigiosa, de Lorca. Participou em obras coletivas, como Contos e Poemas de Modernos Autores Portugueses (1942), Marchas, Danças e Canções (1945), Homenagem Poética a Gomes Leal (1948).
Obras
Voz Velada, 1958.
Cantos Cativos, 1967.
Dificuldades Escolares e "Epileptoidia", 1977.
Perspectivas Psicopedagógicas, 1977.
Mediações Artístico-Pedagógicas, 1989.
Aspectos Psicopedagógicos da Actividade Lúdica, 1991.
Estudos de Psicopedagogia e Arte, 1999.
Fonte: Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.
Poeta.
Médico especializado em Pedopsiquiatria desde 1959, foi bolseiro do governo francês nas áreas da Pedopsiquiatria e da Psicopedagogia na Universidade de Salpêtrière e na Sorbonne. Foi assistente estagiário da Faculdade de Medicina de Paris onde obteve o diploma em Neuropsiquiatria Infantil.
Interessado desde cedo pelos fenómenos artísticos, promoveu a introdução da Arte na educação, integrando o Grupo de Trabalho Ministerial que elaborou, em 1978-79, o projeto do Plano Nacional de Educação Artística. Foi assistente do Centro de Investigação Pedagógica do Instituto Gulbenkian de Ciência, fundação onde ministrou um curso de Psicopedagogia da Expressão Artística, no Centro Artístico Infantil do Acarte, professor de Psicopedagogia na Escola de Educação pela Arte do Conservatório Nacional, professor-coordenador na Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa.
Ligado aos grupos neorrealistas de Vila Franca (1938-41) e de Coimbra (1941-49), colaborou em algumas publicações que definiram o tom do movimento neorrealista, como O Diabo, Sol Nascente e Vértice. É numa coleção lançada por esta última revista que virá a ser integrado o seu primeiro livro de poemas, Voz Velada. Cantos Cativos colige uma seleção da sua poesia produzida entre 1938 e 1958.
Embora tematicamente e na sua configuração formal fiel às grandes linhas do neorrealismo, a poesia de Arquimedes da Silva Santos não deixa de percutir uma nota vincadamente pessoal, seja pelo modo naturalista, liberto, em «fúria de fauno», como nela se afirma a vivência do amor, seja num certo fascínio que revela pela experimentação a nível da linguagem, ou ainda por refletir uma consciência atormentada pela dúvida ou pelo desânimo.
Colaborou também nas revistas Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes, entre outras. Enquanto diretor do TEUC (Teatro Experimental da Universidade de Coimbra), traduziu O Grande Teatro do Mundo, de Calderón, e Sapateira Prodigiosa, de Lorca. Participou em obras coletivas, como Contos e Poemas de Modernos Autores Portugueses (1942), Marchas, Danças e Canções (1945), Homenagem Poética a Gomes Leal (1948).
Obras
Voz Velada, 1958.
Cantos Cativos, 1967.
Dificuldades Escolares e "Epileptoidia", 1977.
Perspectivas Psicopedagógicas, 1977.
Mediações Artístico-Pedagógicas, 1989.
Aspectos Psicopedagógicos da Actividade Lúdica, 1991.
Estudos de Psicopedagogia e Arte, 1999.
Fonte: Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.

