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Museu Neo-Realismo
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Acervo
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Espólios Literários
- Garcez da Silva
Garcez da Silva
[Alenquer, 1915 – Lisboa, 2006]
Poeta, artista plástico e publicista.
Estudou contabilidade e nisso se profissionalizaria. Em 1935, integrado no Grupo Neorrealista de Vila Franca de Xira, foi cofundador da página literária do Mensageiro do Ribatejo e colaborou no semanário O Diabo e nas revistas Pensamento (1938-1940) e Vértice (II Série). Empenhado nas letras e nas artes plásticas, participou em exposições coletivas, expondo aguarelas e desenhos em Alhandra e Alenquer. Colaborou na organização de exposições na Biblioteca-Museu de Vila Franca de Xira e prefaciou alguns dos seus catálogos.
Grande estudioso da obra de Alves Redol, destaca-se o ensaio Alves Redol e o Grupo Neo-Realista de Vila Franca (1990), sobre o qual António Pedro Pita diz que «alguns dos aspetos mais interessantes [...] são o levantamento exaustivo de textos completamente esquecidos, a evocação irresistivelmente autobiográfica de algumas figuras e circunstâncias e, por último, a confirmação de que a polémica interna do neo-realismo sobrevive à própria vigência literária do movimento. Trata-se de um ótimo ponto de partida para o relançamento de uma discussão acerca do neo-realismo - tanto mais que ao desenrolar o fio da sua própria memória, Garcez da Silva tornou (ainda) mais imperativo o debate acerca dos pressupostos teóricos e das condições políticas em que se inscreveu uma determinada prática artística.»
Tem artigos, crónicas e contos, publicados em diversos jornais, e colaborou assiduamente na página «Cultura e Arte» do jornal O Comércio do Porto entre 1963 e 1974. Publicou «O Ribatejo na Pintura de Silva Porto» no Boletim da Biblioteca-Museu de Vila Franca de Xira e, em 1972, assinou o artigo «Pintura» no Dicionário de Eça de Queiroz, organizado e coordenado por A. Campos Matos em 1986.
Obras
Poemas, 1941.
Alenquer-Verde e Cara Pátria Minha, 1951.
A voz de algum tempo, 1951.
O Pintor Álvaro Duarte de Almeida, 1955.
A Pintura na Obra de Eça de Queiroz, 1985.
Alves Redol e o Grupo Neo-Realista de Vila Franca, 1990.
A experiência africana de Alves Redol, 1994.
O Veleiro de Três Mastros, 1998.
Outros horizontes: arte e paisagem, 1999.
Miguel - Ângelo: um génio atormentado, 2005.
Fonte: Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas
Poeta, artista plástico e publicista.
Estudou contabilidade e nisso se profissionalizaria. Em 1935, integrado no Grupo Neorrealista de Vila Franca de Xira, foi cofundador da página literária do Mensageiro do Ribatejo e colaborou no semanário O Diabo e nas revistas Pensamento (1938-1940) e Vértice (II Série). Empenhado nas letras e nas artes plásticas, participou em exposições coletivas, expondo aguarelas e desenhos em Alhandra e Alenquer. Colaborou na organização de exposições na Biblioteca-Museu de Vila Franca de Xira e prefaciou alguns dos seus catálogos.
Grande estudioso da obra de Alves Redol, destaca-se o ensaio Alves Redol e o Grupo Neo-Realista de Vila Franca (1990), sobre o qual António Pedro Pita diz que «alguns dos aspetos mais interessantes [...] são o levantamento exaustivo de textos completamente esquecidos, a evocação irresistivelmente autobiográfica de algumas figuras e circunstâncias e, por último, a confirmação de que a polémica interna do neo-realismo sobrevive à própria vigência literária do movimento. Trata-se de um ótimo ponto de partida para o relançamento de uma discussão acerca do neo-realismo - tanto mais que ao desenrolar o fio da sua própria memória, Garcez da Silva tornou (ainda) mais imperativo o debate acerca dos pressupostos teóricos e das condições políticas em que se inscreveu uma determinada prática artística.»
Tem artigos, crónicas e contos, publicados em diversos jornais, e colaborou assiduamente na página «Cultura e Arte» do jornal O Comércio do Porto entre 1963 e 1974. Publicou «O Ribatejo na Pintura de Silva Porto» no Boletim da Biblioteca-Museu de Vila Franca de Xira e, em 1972, assinou o artigo «Pintura» no Dicionário de Eça de Queiroz, organizado e coordenado por A. Campos Matos em 1986.
Obras
Poemas, 1941.
Alenquer-Verde e Cara Pátria Minha, 1951.
A voz de algum tempo, 1951.
O Pintor Álvaro Duarte de Almeida, 1955.
A Pintura na Obra de Eça de Queiroz, 1985.
Alves Redol e o Grupo Neo-Realista de Vila Franca, 1990.
A experiência africana de Alves Redol, 1994.
O Veleiro de Três Mastros, 1998.
Outros horizontes: arte e paisagem, 1999.
Miguel - Ângelo: um génio atormentado, 2005.
Fonte: Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas

