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Espólios Artísticos
- Francisco Castro Rodrigues
Francisco Castro Rodrigues
N. 1920
Francisco Castro Rodrigues nasce em Lisboa, em 1920, onde viverá até ir para Angola, em 1954.
Após finalizar as aulas do curso noturno da Escola António Arroio, onde conhece Dias Coelho, Júlio Pomar, Lima de Freitas, Jorge Vieira, Sá- Nogueira, Fernando Azevedo e Vespeira, em 1942 ingressa na Escola Nacional de Belas-Artes de Lisboa, onde se forma em Arquitetura.
Foi ativista do MUD Juvenil, ao qual adere em 1945.
Destacou-se logo em 1947 quando liderou o grupo refundador da Revista Arquitectura, tendo traduzido, com Maria de Lurdes de Castro Rodrigues, a versão integral da Carta de Atenas (Le Corbusier, 1941), o manifesto saído do IV Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM) e documento fundamental para a entrada do ideário da Arquitetura Moderna em Portugal.
Foi dirigente da Sociedade Nacional de Belas-Artes desde 1946, onde permanecerá até à sua ida para Angola.
Desenvolveu atividade profissional no Lobito, em Angola, entre 1953 e 1988, cidade à qual imprimiu um forte caráter urbano, a partir dos anos de 1950. Da sua obra destacam-se: O Plano Diretor Municipal do Lobito, aprovado em 1975 pelo Governo da República de Angola, o bairro Municipal do Alto do Liro, a Catedral, o Liceu e os Paços do Concelho do Sumbre, o Liceu, o Mercado e a Aerogare do Lobito, o Cine-Esplanada no Lobito e o Bloco de Habitação do Prédio do Sol.
No final dos anos 70 integrou a Direcção Nacional de Edificações de Angola e, mais tarde, até 1984, o Gabinete Regional de Urbanização de Benguela, com uma curta passagem pelo 3º GRU com sede em Huambo.
Em 1982 concluiu o estudo “História do Lobito e da Catumbela” e, no final da sua estadia em Angola, entregou a António Jacinto e a Lúcio Lara uma análise da situação urbana a que chamou o seu “testamento técnico”.
Em 2005 é-lhe atribuído o título de Sócio Honorário da Ordem dos Arquitectos.
Em 2010 recebe o prémio AICA/Ministério da Cultura (Arquitetura) pelo seu trabalho de grande relevância cultural, a maior da parte do qual no Lobito.

