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Jorge de Oliveira

N. 1924 | M. 2012

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Em 1945 pede transferência para a escola congénere no Porto. Participa no 9º Salão de Arte Moderna do Secretariado de Propaganda Nacional. É neste ano que António Dacosta faz a primeira referência ao seu trabalho a propósito do trabalho exposto no SNI. Em conjunto com os antigos colegas do liceu de Leiria participa na “Exposição das Actividades Artísticas dos Novos”, no espaço do antigo Teatro D. Maria Pia, da mesma cidade. São deste período os primeiros trabalhos neorrealistas. Destaca-se a série do Ciclo do Cimento, conjunto de desenhos que realiza a partir do acompanhamento da atividade fabril das cimenteiras de Leiria, com o objetivo de realizar uma pintura mural.Jorge de Oliveira nasce em Leiria em 1924. Tem as primeiras lições com o mestre aguarelista Jorge Maltieira, que o prepara para a admissão à escola de Belas-Artes de Lisboa, onde ingressa em 1942.

Em 1946 participa na Exposição dos Independentes do Porto, na Exposição de Independentes em Leiria e na exposição da Primavera do Porto, primeira afirmação coletiva de pintores no âmbito do neorrealismo. Participa, ainda, na primeira Exposição Geral de Artes Plásticas com trabalhos neorrealistas.

Em 1947, ano em que regressa e se fixa definitivamente em Lisboa, realiza uma série experimental de figuras cuja expressão manifesta clara influência cubista, e que representam uma crise pessoal, e o abandono da estética neorrealista. Participa na 2ª Exposição Geral de Artes Plásticas.

Em 1948 inicia a sua fase surrealizante ou de “automatismo psíquico”, que irá durar até 1952. Participa na 3ª Exposição Geral de Artes Plásticas. Em 1950 realiza a sua primeira exposição individual na SNBA. Durante a década de 50 participa em inúmeros eventos artísticos, assumindo caminhos diversos, que vão do surrealismo à abstração. A partir da década de 60 assume uma linguagem de síntese, formal e significativa, até 1992, quando interrompe definitivamente a prática da pintura.

(Fonte: Catálogo “Jorge de Oliveira, A Invenção Contínua – A Obra, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, Lisboa, 2013).