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logotipo Museu Neorealismo

Alves Redol

[N. Vila Franca de Xira, 1911 – M. Lisboa, 1969]

imagemEscritor.

Tirou o Curso Comercial no Colégio Arriaga, em Lisboa.

Devido às dificuldades financeiras do pai, médio comerciante a sofrer os primórdios da crise mundial, foi para Angola, com 16 anos, em 1928, voltando em 1931, muito doente.
Empregando-se em Lisboa, dedicou-se a uma actividade permanente de escrita num dos jornais locais, bem como cultural, nas colectividades populares, dinamizando o designado “Grupo Neo-Realista de Vila Franca”, iniciativas de grande impacte local, que se prolongaram, com a intervenção de várias gerações, até 1974.
Participou no MUD e em todas as iniciativas da oposição, com excepção das eleições de 1969, quando já estava muito doente. Foi preso por duas vezes e proibido de participar em congressos internacionais de escritores. Alguns dos seus romances chegaram a estar sujeitos a censura prévia, o que não era comum.
Recebeu o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa.
Colaborou nos jornais Vida Ribatejana, Mensageiro do Ribatejo, Goal, O Diabo, Sol Nascente, Ler, Itinerário e nas revistas Notícias Ilustrado, Ver e Crer, Vértice, Eva, Almanaque.

Obras:

Ficção: Gaibéus (romance), 1939; Nasci Com Passaporte de Turista (conto), 1940;
Marés, 1941;
Avieiros (romance), 1942;
Fanga (romance), 1943;
Espólio (conto), 1944 (?);
Anúncio (novela), 1945;
Comboio da Seis (conto), 1946;
Porto Manso (romance), 1946;
Horizonte Cerrado (romance), 1949;
Os Homens e as Sombras (romance), 1951;
Vindima de Sangue (romance), 1953;
Olhos de Água (romance), 1954;
A Barca dos Sete Lemes (romance), 1958;
Uma Fenda na Muralha (romance), 1959;
Noite Esquecida (conto), 1959;
Cavalo Espantado (romance), 1960;
Barranco de Cegos (romance), 1961;
Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos (conto), 1962;
Histórias Afluentes (contos), 1963;
O Muro Branco (romance), 1966;
Três Contos de Dentes (conto), 1968;
Os Reinegros (romance), 1972;

Teatro: Forja, 1948;
Teatro I/Forja e Maria Emília, 1966;
Teatro II/O Destino Morreu de Repente, 1967;
Teatro III/Fronteira Fechada, 1972;

Literatura Infantil: A Vida Mágica da Sementinha, 1956;
A Flor Vai Ver o Mar, 1968;
A Flor Vai Pescar Num Bote, 1968;
Uma Flor Chamada Maria, 1969;
Maria Flor Abre o Livro das Surpresas, 1970;

Estudos: Glória - Uma Aldeia do Ribatejo, 1938;
A França - Da Resistência à Renascença, 1948