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Lançamento do Livro 'Poesia do Socialismo Português'

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27 Fev 2010

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Lançamento do livro, de Silvio Castro
 

Sílvio Castro é poeta, romancista, contista, ensaísta, historiador e teórico de literatura, crítico literário e crítico de arte brasileiro, nascido em Laranjais, no norte do Estado do Rio de Janeiro, em 26 de Novembro de 1931.

Bacharel e licenciado em Filosofia (1954-55) e bacharel em Direito (1957). Doutor em Letras e Livre-docente de Literatura Brasileira pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Rio de Janeiro (1975). A partir de Novembro de 1962, inaugura os cursos de Língua Portuguesa e de Literaturas Portuguesa e Brasileira na Universidade Cá Foscari de Veneza e, em 1964, o governo militar no Brasil suspende a sua missão diplomática, passando a exercer, primeiro como convidado e depois como Titular, na Universidade de Pádua, a cátedra de Lingua e Letteratura Portoghese.
Estreia literária em 1956 com Infinito Sul (poesia). Autor de mais de 50 volumes, publicou em Portugal, além deste, Poesia do Socialismo Português, O Percurso sentimental de Cesário Verde – Análise semântica da obra poética (Lisboa, 1990) e História da Literatura Brasileira, 3 vols. (Lisboa, 1999-2000).

O presente estudo tem uma finalidade centralizante: verificar e demonstrar a existência de um projecto na e da literatura portuguesa, no período convencional que vai de 1850 a 1974, caracterizado pelo empenho de unir a criação de poesia à mais profunda e complexa realidade sócio -política do país. A escolha das duas datas extremas já define, de certa maneira, a intenção que guia a nossa análise, isto é, 1850 como momento directamente ligado às primeiras manifestações socialistas em Portugal; 1974, evento culminante da objectivação do ideal socialista, longamente cultivado, com a Revolução dos Cravos. Neste amplo e difícil percurso histórico – naturalmente com as características próprias de cada época e sempre num continuado processo de evolução dos factos formais da linguagem – a poesia portuguesa moderna e contemporânea criou e produziu um diverso, revolucionário “poema”. [Ed. Colibri]