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Luís Crespo de Andrade - Sol Nascente, da Cultura republicana e anarquista ao neo-realismo

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12 Jun 2016
Preço:
10,00 €

“O trajecto editorial do quinzenário "Sol Nascente" (1937-1940) representa a transição da cultura republicana e anarquista, dominante nos meios oposicionistas da década de 1930, para a orientação política e cultural marxista, que irrompe, nas suas páginas, de forma vigorosa.
Criado e dirigido por estudantes universitários portuenses que se opunham à ordem política vigente e se sentiam unidos pela esperança num mundo novo, "Sol Nascente" começou por ser uma revista de orientação explicitamente ecléctica. Reuniu, então, artigos de intelectuais consagrados - com destaque para Abel Salazar - e colaborações de autores jovens, sempre com grande variedade de opinião e de sensibilidade. Quando, mais tarde, a redacção foi entregue a universitários conimbricences, o quinzenário perdeu o tom diversificado e converteu-se em órgão teórico e doutrinário marxista e leninista.
Nenhuma outra fonte - nem mesmo "O Diabo", menos doutrinário e mais disperso - permite aceder, de forma tão completa e sistemática, ao pensamento da geração que se formou nos anos da Guerra Civil de Espanha e que passou a dominar a vida política e cultural oposicionista. "Sol Nascente" merece, pois, como outras revistas de ideias que fizeram o pensamento português contemporâneo, que a sua história seja elaborada.
Excerto
"Esta obra resultou dum projecto de investigação sobre a história da revista "Sol Nascente" solicitado a Luís Crespo de Andrade, pela Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo e financiado, por proposta desta, pela Fundação Montepio Geral.
A Associação Promotora vinha contactando as pessoas ligadas ao Movimento Neo-Realista, e suas famílias, desde o início da sua actividade, em 1989, sentindo-se a necessidade de fixar a memória dum tempo importante na vida portuguesa, memória que, duma maneira geral, não está registada em documentos escritos.
Na sequência deste trabalho, Luís Crespo de Andrade realizou, a par da leitura dos trajectos do quinzenário, uma investigação quase policial, descobrindo pessoas há muito afastadas de qualquer actividade cultural que tinham muito que contar, gravando as entrevistas e identificando a grande maioria das personalidades que estavam por detrás dos pseudónimos que aparecem a assinar colaboração na revista.
Luís Crespo de Andrade teve o mérito de reconstituir de forma fiel o "clímax" que se vivia na época - segundo testemunham os sobreviventes que leram a obra - e de esboçar o perfil de muitos dos intervenientes."
Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira