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Museu do Neo-Realismo
- Inaugurou a I Exposição Colonial Portuguesa
em 1934
A 16 de junho de 1934 inaugurou no Palácio de Cristal, Porto, a I Exposição Colonial Portuguesa.
À semelhança das congéneres realizadas em Marselha em 1922, Antuérpia em 1930 e Paris em 1931, a exposição constituiu um grande momento de propaganda colonial e de exacerbação do projeto imperial, veiculando como refere Marroni “mensagens com duplo sentido; para dentro o país, como valorização da dimensão civilizadora do projecto colonial, para o exterior, a demonstrar a inflexível defesa do projecto colonial e a pressa em educar a população metropolitana para o desígnio e vasto Império Colonial Português”.
Foi Comissariada por Henrique Galvão, especialista em assuntos coloniais, que viria mais tarde a tornar-se acérrimo opositor do Estado Novo, protagonizado o assalto ao Paquete Santa Maria, numa tentativa de derrubar o regime de Salazar.
Ergueram-se cerca de 400 pavilhões, com reproduções de aldeias indígenas das colónias, um parque zoológico com animais exóticos, réplicas de monumentos ultramarinos e expositores vários da metrópole e colónias, atestando o dinamismo imperial, numa perspetiva pedagógica sobre os assuntos coloniais.
Patente durante três meses e meio, encerrou com um cortejo alegórico, onde participaram centenas de figurantes históricos, pessoas das regiões metropolitanas e das coloniais, assim como espécies animais, percorrendo as ruas da cidade do Porto da Foz do Rio Douro ao Palácio de Cristal.
A exposição constituirá um ensaio para a Exposição do Mundo Português que virá a ter lugar em Lisboa em 1940.
Fontes
Luísa Marroni, “Portugal não é um país pequeno. A lição de colonialismo na Exposição Colonial do Porto de 1934”, in História. Revista da FLUP. Porto, IV Série, vol. 3 - 2013, 59-78
https://www.buala.org/pt/a-ler/visoes-do-imperio-a-1-exposicao-colonial-portuguesa-de-1934-e-alguns-dos-seus-albuns