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Museu do Neo-Realismo
- Nascia Adriano Correia de Oliveira
em 1942
O músico e compositor Adriano Correia de Oliveira, um dos nomes mais marcantes da música de intervenção portuguesa e da canção de Coimbra, nasceu no Porto a 9 de abril de 1942.
Em Avintes, para onde foi viver muito jovem, e que afirmava ser 'o sítio mais bonito do mundo', estreou-se no teatro amador, fundando com outros jovens a União Académica de Avintes. Participou no grupo musical desta instituição, com quem continuou a tocar mesmo depois de já ser conhecido a nível nacional.
Estudante de Direito na Universidade de Coimbra, aderiu ao movimento estudantil opositor ao regime, desenvolvendo intensa intervenção política, social e cultural. Participou ativamente nas organizações estudantis - fez teatro no CITAC, escreveu para os Cadernos Culturais da Associação Académica, tocou viola no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica, foi jogador de voleibol da Briosa e primeiro tenor no Orfeão Académico de Coimbra.
Aderiu ao Partido Comunista Português em 1960 e desenvolveu ampla atividade a nível político, participando ativamente nas lutas académicas e operárias de contestação ao regime. Após o 25 de Abril participou em inúmeras atividades do PCP um pouco por todo ao país, integrando também o Comité Organizador da Festa do Avante. Foi um dos fundadores da Cooperativa de músicos Cantabril.
Em 1960 editou o seu primeiro disco com quatro fados de Coimbra, o EP Noite de Coimbra. Em 1963 lança o emblemático tema ‘Trova do vento que passa’, um poema de Manuel Alegre, que virá a tornar-se um hino do movimento estudantil. Em 1967 sai o seu primeiro LP , Adriano Correia de Oliveira. Entre 1969 e 1971 é editada a trilogia O Canto e as Armas (1969), Cantaremos (1970) e Gente D'Aqui E De Agora (1971). Em 1969 é distinguido com o Prémio Pozal Domingues, que à época constituía o maior galardão da chamada música ligeira nacional. Com o álbum Que Nunca Mais, editado em 1975, ganhou o título de Artista do Ano, atribuído pela revista britânica Music Week. Lançou o seu último álbum em1978 - Cantigas Portuguesas.
Faleceu em Avintes a 16 de outubro de 1982, com apenas 40 anos de idade.
Fonte
https://adrianocorreiadeoliveira.org/o-centro-adriano/