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Museu do Neo-Realismo
- Nascia Mário Ventura
em 1936
O jornalista e ficcionista Mário Ventura nasceu em Lisboa a 24 de Maio de 1936.
Iniciou a sua atividade como jornalista no Diário Popular, foi redator principal no Diário de Notícias e correspondente especial em Espanha. Fundou o semanário Extra e dirigiu a edição portuguesa da Cambio 16. Pertenceu durante vários anos ao corpo redatorial do grupo Seara Nova.
Foi fundador e responsável do Festival Internacional de Cinema de Tróia durante mais de duas décadas e dirigente da Associação Portuguesa de Escritores e do Sindicato Nacional dos Jornalistas.
Com a obra A Noite da Vergonha (1963) está entre os novos romancistas que conscientemente assumiram, na fase inicial dos seus percursos literários, uma certa filiação no movimento neorrealista, tornando-se um dos primeiros herdeiros intelectuais de uma expressão cultural que, apesar de viver já nessa época as condições da sua própria dissolução, marcara cerca de três décadas do século XX português, entre o final dos anos 30 e meados dos anos 60.*
É autor de vasta obra, tendo sido distinguido com o Prémio Pen Clube e Cidade de Lisboa pela obra Vida e Morte dos Santiagos (1985) e novamente com Prémio Pen com Évora e os Dias da Guerra (1992). Entre outras obras, destacam-se ainda À Sombra das Árvores Mortas (1966); O Despojo dos Insensatos (1968); A Revolta dos Herdeiros (1997); O Segredo de Miguel Zuzarte (1999); Atravessando o Deserto (2002) e O Reino Encantado (2005).
Faleceu em Lisboa a 16 de Junho de 2006.
*In http://www.museudoneorealismo.pt/o-que-e-o-neorrealismo-86.
Fonte
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999